IMBECILIDADE SUBLIME

 

"No 18 Brumário de Luís Bonaparte", Karl Marx na análise concreta aos acontecimentos revolucionários em França entre 1848 e 1851, em que Napoleão III se autoproclamou, à semelhança de seu tio Napoleão I, imperador, classificou a sua eleição como a imbecilidade sublime.O reinado napoleónico de Gomes, por mim apelidado de Gomismo, tem acérrimamente minimizado e destruído a modalidade de forma autocrática e sem qualquer oposição dos clubes, entidades com poder para tal. Este deleite sereno do Gomismo, face a tão ténue desacordo de um ou outro clube, poderá entender-se como a sublimação da imbecilidade. A recente proclamação da direção da FPB, onde se auto elogiam de forma despudorada como salvadores da pátria bilharista, para posteriormente declararem a não recandidatura e anunciarem a maré negra que virá, reflete o caráter chauvinista (imbecilidade sublime) de tão patética futurologia. Seguidores prováveis do General De Gaule, não resistiram a seguirem a sua filosofia Parisiense: "Depois de mim o dilúvio". Partem do interessante pressuposto que ninguém conseguirá receber a divída constituída pelos clubes, mais de 250 mil euros, surgindo a rutura financeira como inevitável. Perguntas inevitáveis:

1. Como se chegou a tamanha divída? Todos deixaram de pagar as inscrições? Mesmo os clubes sem atletas não têm pago nadinha para poderem ir às assembleias?

2. Como têm suportado as despesas sem receber dos clubes? Como pagaram divídas sem endividamento posterior, já que não existem receitas?

3. Estaremos na presença de mais um mistério religioso ou venderam bens à IURD?

Seja como for poderão acabar os gloriosos dias da competição sem assistência. Poderão acabar as provas da resistência e serem substituídas por provas bilharisticas. Poderão mesmo? A aptidão da direção gomista para cangalheiro da modalidade já atingiu tal fundura que vai ser difcil desenterrá-la.

Como foi do conhecimento de alguns estava a ponderar candidatar-me à presidência da FPB. Tinha como principal objetivo reconquistar público. Trazer as competições por equipas para o fim de semana, dias em que as salas se enchiam. Ir a Famalicão à semana, numa noite fria, sem qualquer assistência, não é sinónimo de jogar com prazer. Igualmente, terminar com as maratonas inóquas e sacrificantes para quem joga, organiza e arbitra. Ainda, este fim de semana, na sala do Leixões, a 1ª divisão individual jogou em condições impensáveis de frio e desconforto. A prova começou na quinta para anularem a jornada de sábado de manhã. Por exemplo eu entrei na sala por volta das 15,30h e saí depois da o1h da manhâ. Com o ar condicionado avariado, um fim de semana gélido, partidas de bilhar consecutivas com os jogadores quase com hipotremia, com dois assistentes embrulhados em roupa a quem presto homenagem (pais do Ricardo que estava a arbitrar), imagine-se como sai prestigiada a modalidade. Nem para jantar temos uns minutinhos.Pretendia anular situações como esta, para dar uma nova dignidade à modalidade.Gostaria de demonstrar que a imbecilidade não tem futuro, mesmo apresentando-se como pretensiosamente sublime.

Se houver confirmação, apresento o meu apoio a José Manuel Barros, candidato de facto com sindérese. Porquê a escolha de Américo Rui pelo adjetivo sindérese? Pelo que conheço de José Manuel Barros a adjetivação está perfeita. já que é uma pessoa com consciência moral e bom senso.

 

Pedro Martins