Cumprimentos a todos os bilharistas,
quero em primeiro lugar agradecer ao Rui
(com R maiúsculo!!!) pela “tacada no charco”, ao lançar um site oportuno,
”academicamente” credível e reflexivamente polémico!...
Acompanhando a modalidade “somente” há
cerca de 40 anos (tenho 54), habituei-me a apreciar não só os valores
perfilhados na sua prática, mas também outros “valores” envolvidos!...
Tive o privilégio de ver jogar Sotter
Ramos, Wilson Neves, Egídio Vieira, Mário Ribeiro, Jorge Theriaga, Américo Rui,
Pedro Martins, Fernando Cunha…e muitos, muitos outros excelentes praticantes,
só para citar aqueles que apreciei em tempos idos, servindo esta longa
introdução para tentar fundamentar a minha singela opinião.
Efectivamente, tal como socialmente, foram
várias as etapas que aconteceram no panorama bilharístico nacional, desde a
evolução técnica à evolução dos próprios materiais, desde o jogar por clubismo
puro, ao jogar por outros interesses / necessidades… desde suportar durante
anos a fio com o peso e os custos de uma Associação (lembra-se Sr. Fernando
Amaral?) e o usurpar dessa mesma Associação!...enfim, todos, ou quase todos,
percebemos que a entrada do vil metal, ajudou a corromper e a desmoronar uma
estrutura assente noutros valores, tornando esta modalidade “apetecível”, não
deixando de admitir que a sua evolução /crescimento se deveu proporcionalmente
a esta “nuance” económica!... Imbuído desta nova mentalidade, surge como
primeiríssima figura o “Papa” da Secção de Bilhar do F. C. do Porto, Sr. Alípio
Jorge, a quem a modalidade terá de fazer a devida vénia, pela sua sagacidade e
argúcia, na defesa do seu clube / secção, num primeiro momento e, pelo impulso
dado à própria modalidade, retirando-a do seu marasmo intra-muros, para a
projectar além fronteiras, com a organização ímpar das provas que a todos nos
têm honrado, em parceria nos últimos anos com o “velhinho” Leixões S. C. e com
a sua também “controversa” figura, Sr. Rui Costa, que de uma forma similar
marca também ele a secção deste emblema.
Tudo isto, para emitir uma opinião sobre a
convocatória do João Ferreira! Concordo com as opiniões expressas sobre o
mérito, os rankings…sobre no passado dever ser apoiado o Pedro Pais, o Maia
Gonçalves (amigo Rui, até onde irias, se tens sido apoiado no teu início de
carreira?)…mas pergunto que resultados / classificações internacionais
conseguiram esses seleccionados ao longo dos tempos?...porque não apoiar jovens
valores como o próprio João, o Ricardo, o Jorge, o Hugo, o Manuel…e outros
jovens, que serão eles o futuro da modalidade? Que valor…que honraria…que
responsabilidade…que crescimento…que legado!!!...
Sei que é muitíssimo discutível / polémica
e até “perigosa” esta minha opinião, mas e até porque originou este movimento,
concordo com o arrojo da invulgar convocatória. Força João.
Um abraço amigo.
Domingos Azevedo